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Dialética





Mulheres na Literatura

20/09/2021

As mulheres estiveram presentes em todas as etapas da literatura mundial, algumas tendo sido pioneiras de suas áreas de atuação. Aqui, eu te apresento algumas das mais famosas escritoras da história, para te inspirar a escrever também e, quem sabe, tornar-se uma de nossas autoras na Dialética!

 

A primeira mulher que trago foi uma escritora suméria, da cidade de Ur. Quem é estudante, pesquisador ou formado em Direito, sabe que Ur também é o berço do primeiro código de leis de que se tem notícia, o código de Ur-Namu. E todas essas informações são ladeadas por um fato histórico muito importante: é na Mesopotâmia que surge a escrita cuneiforme, com pequenas marcas em formato de unha na pedra. E é nesse contexto que surge Enheduanna, um alta sacerdotisa que se torna a primeira poeta da história, abrindo o caminho para todas as outras, com quase todos os seus textos sendo direcionados ao culto das divindades dos primeiros povos da Mesopotâmia.

 

A segunda mulher da nossa lista vem da Antiguidade Clássica, a célebre e incomparável Sappho, a poeta lírica da Grécia Antiga. Se você não sabe, a expressão “poesia lírica” vem das poesias escritas para serem cantadas ao som da lira – esse era o estilo poético de Sappho. Nascida na ilha de Lesbos, Sappho se imortalizou no imaginário dos poetas em razão dos inúmeros mistérios que envolvem sua existência e obra. A maior parte de seus poemas se perderam. Um único poema, a “Ode a Afrodite”, foi preservado e hoje, passados tantos séculos, é de domínio público. 

 

Saltando diretamente da Antiguidade Clássica para a Idade Média, nasce durante o século XI, na Ásia, Murasaki Shikibu, ou Lady Murasaki, uma novelista japonesa que escreveu o primeiro romance de que se tem notícia: O Conto de Genji. Como ela própria era dama de companhia das mulheres da nobreza do Japão, o texto também possui contornos aristocráticos. A obra marcou para sempre a história da literatura pela criação impecável dos aspectos psicológicos das personagens, com um protagonista, o belo Príncipe Genji, e inúmeros personagens principais e secundários, algo até então inédito. 

 

No Século XV, a veneziana radicada na França, Christine de Pizan, escreve o “Livro da Cidade das Senhoras”, um extenso trabalho em prosa francesa no qual uma cidade fictícia, habitada apenas por mulheres, era mantida livre dos abusos dos homens – um texto absurdamente inovador para a época, na qual o domínio masculino na sociedade se refletia também na dinâmica das personagens literárias. É considerada a primeira autora a inspirar o surgimento do feminismo moderno.

 

Após as revoluções que puseram fim aos longos reinados do absolutismo monárquico na Europa, a literatura passa a refletir essa mudança de paradigma e se volta para os cidadãos, em suas vidas simples e problemas mais mundanos. No século XIX, Jane Austen entraria para a história com seu “Razão e Sensibilidade”, que seria seguido por alguns dos seus notáveis livros, como “Orgulho e Preconceito” e “Emma”, originalmente publicados de forma anônima, mas que focavam em críticas bastante fortes a estruturas sociais já datadas (especialmente aquelas que oprimiam mulheres) e, principalmente, em emoções de pessoas comuns – não naquelas dos grandes heróis sublimes e de moral inatingível – indivíduos normais, com falhas e desafios cotidianos bastante comuns.

 

Já no século XX, temos a nossa sexta mulher, Maya Angelou, escritora e poeta americana, além de ativista pelos direitos civis. Foi a primeira poeta negra a fazer o tradicional recital da cerimônia de posse de um presidente dos Estados Unidos, quando Bill Clinton assumiu o cargo. Uma das autoras mais publicadas da história e um dos maiores nomes do movimento negro no mundo, Angelou se tornou a primeira mulher negra a ter um livro best-seller, posto alcançado com sua autobiografia “Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola”, onde relata o sofrimento pelo qual ela mesma havia passado durante sua infância.

 

No Brasil, temos a mineira Conceição Evaristo, uma das mais influentes escritoras brasileiras e uma das maiores romancistas de nossa literatura, seja como letrista ou como pesquisadora. Ela aborda, em um país com um histórico tão profundo de racismo como o Brasil, questões como discriminação racial, de gênero e de classe, naquilo que ela própria denomina “escrevivência”, fazendo da literatura uma escrita da vida, trazendo a experiência de mulher negra para o centro de suas obras.

 

Poderíamos continuar por milhares de páginas listando todas as mulheres que transformaram a literatura no Brasil e no mundo, mas queremos a sua opinião também: quem você acha que faltou nessa lista? 

 

Mas, mais ainda, e se eu te disser que você também pode se tornar uma escritora de sucesso e fazer história? Venha conferir os livros das nossas autoras na loja da Editora Dialética e também venha fazer parte desse time, clicando na aba “Publique seu livro”, no nosso site. Esperamos vocês!

 

Por Estela Vieira


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